País
CGTP convoca manifestação nacional para 21 de novembro
A CGTP convocou esta quinta-feira uma manifestação nacional para o dia 21 de novembro.
O Conselho Nacional da CGTP-IN decidiu convocar uma grande manifestação nacional para 21 de novembro, em Lisboa, por "mais salário e melhores pensões" e "pelo direito à Saúde, Habitação, Educação e Segurança Social".
"Trabalhar, empobrecer, não ter acesso aos mais básicos direitos fundamentais, nomeadamente a um salário digno, à segurança no emprego e a uma casa para viver, é inaceitável", afirma a CGTP.
A central sindical critica as "décadas de política de direita" que trazem "dificuldades" à vida dos trabalhadores e das populações, com a "degradação" dos serviços públicos e funções sociais do Estado.
"O governo do PSD/CDS, com o apoio, no fundamental, do CH e IL, elevam o patamar do ataque aos direitos fundamentais e promovem o desinvestimento, as privatizações e o desmantelamento da Administração Pública, do SNS, da Escola Pública, o assalto à Segurança Social e negam o direito à habitação, subjugando-o à lógica do lucro e da especulação", acrescenta.
A manifestação é agendada para um mês em que estão marcadas várias ações de protesto e também poucos dias antes da votação final global do OE2027.
"A proposta de Orçamento do Estado para 2027 apresentada é mais um elemento da política de direita, de destruição de direitos e de empobrecimento do país", aponta a CGTP.
CGTP rejeita limitação do direito à manifestação
O secretário-geral da CGTP acusou hoje o Governo de lidar "muito mal com a democracia" e avisou que a central sindical não "vai aceitar nunca" qualquer limitação à liberdade sindical ou ao direito à manifestação.
"Tudo aquilo que se passou nestas últimas semanas relativamente a alguns acontecimentos que tiveram lugar revelam um Governo que lida muito mal com a democracia", afirmou Tiago Oliveira, quando questionado sobre o debate em torno do direito à manifestação.
Tiago Oliveira quis fazer "uma ligação ao conteúdo do pacote laboral" para criticar o posicionamento que o executivo de Luís Montenegro tem tido sobre as manifestações em defesa do direito à habitação e nomeadamente sobre as denominadas `acampadas`, referindo que "essa visão estava bem plasmada, tanto no pacote laboral como em muitas das atitudes que tem no seu dia-a-dia, de limitação das liberdades".
"Os trabalhadores têm direito a fazerem-se ouvir, a manifestarem-se [e] a denunciar e a lutar por uma vida melhor", vincou o líder da CGTP.
E deixa o aviso:"Não vamos aceitar nunca qualquer tipo de limitação à liberdade sindical, qualquer tipo de limitação ao direito de manifestação, qualquer tipo de intermissão naquilo que está constitucionalmente consagrado que é a liberdade de manifestação".
Questionado sobre o desafio lançado pelos manifestantes para avançar com uma greve geral ibérica, tal como tinha antecipado à Lusa, Tiago Oliveira reiterou que "todas as formas de luta estão em cima da mesa", mas sublinhou que "nem todas elas passam pela convocação de uma greve geral".
"Muitas vezes temos que adaptar [as decisões] à melhor forma de luta que o momento o permite e isso ficou bem patente na construção da luta para a derrota do pacote liberal", referiu, salientando que "para todas as formas de luta tem que ser garantido o seu êxito" e que isso passa por um "processo de construção".
Já questionado sobre as declarações de hoje da ministra do Trabalho, que afirmou que os aumentos do salário mínimo previstos para esta legislatura não são pouco para um país como Portugal, Tiago Oliveira defendeu que revelam que o Governo "não vive no mesmo patamar da vida real da maioria dos trabalhadores" e voltou a considerar "que há condições mais que suficientes para ir muito mais longe na valorização dos salários".
O secretário-geral da CGTP acusou hoje o Governo de lidar "muito mal com a democracia" e avisou que a central sindical não "vai aceitar nunca" qualquer limitação à liberdade sindical ou ao direito à manifestação.
"Tudo aquilo que se passou nestas últimas semanas relativamente a alguns acontecimentos que tiveram lugar revelam um Governo que lida muito mal com a democracia", afirmou Tiago Oliveira, quando questionado sobre o debate em torno do direito à manifestação.
Tiago Oliveira quis fazer "uma ligação ao conteúdo do pacote laboral" para criticar o posicionamento que o executivo de Luís Montenegro tem tido sobre as manifestações em defesa do direito à habitação e nomeadamente sobre as denominadas `acampadas`, referindo que "essa visão estava bem plasmada, tanto no pacote laboral como em muitas das atitudes que tem no seu dia-a-dia, de limitação das liberdades".
"Os trabalhadores têm direito a fazerem-se ouvir, a manifestarem-se [e] a denunciar e a lutar por uma vida melhor", vincou o líder da CGTP.
E deixa o aviso:"Não vamos aceitar nunca qualquer tipo de limitação à liberdade sindical, qualquer tipo de limitação ao direito de manifestação, qualquer tipo de intermissão naquilo que está constitucionalmente consagrado que é a liberdade de manifestação".
Questionado sobre o desafio lançado pelos manifestantes para avançar com uma greve geral ibérica, tal como tinha antecipado à Lusa, Tiago Oliveira reiterou que "todas as formas de luta estão em cima da mesa", mas sublinhou que "nem todas elas passam pela convocação de uma greve geral".
"Muitas vezes temos que adaptar [as decisões] à melhor forma de luta que o momento o permite e isso ficou bem patente na construção da luta para a derrota do pacote liberal", referiu, salientando que "para todas as formas de luta tem que ser garantido o seu êxito" e que isso passa por um "processo de construção".
Já questionado sobre as declarações de hoje da ministra do Trabalho, que afirmou que os aumentos do salário mínimo previstos para esta legislatura não são pouco para um país como Portugal, Tiago Oliveira defendeu que revelam que o Governo "não vive no mesmo patamar da vida real da maioria dos trabalhadores" e voltou a considerar "que há condições mais que suficientes para ir muito mais longe na valorização dos salários".
c/ Lusa